sexta-feira, 29 de setembro de 2017



OFICINA DE DESENHO E ILUSTRAÇÃO NO ESTILO MANGA 28 setembro 

As turmas do 3.º e 4.º ano tiveram oportunidade de experimentar um novo tipo de banda desenhada. 


BANDA DESENHADA-MANGÁ –Importante porquê?

O género ajuda a trabalhar inúmeras habilidades dos alunos, a juntar conhecimentos, a desenvolver a coerência, a síntese e muitas outras competências. O tipo de balão, o tipo de letra, a expressão das personagens, o texto... Cada um desses elementos tem uma função. Isso é muito fascinante para os alunos pois, ajuda-os a expressarem-se e a elevar a sua autoestima.
A versão oriental dos quadrinhos também é útil em sala de aula, por meio dos mangás, os alunos entram em contacto com uma forma bastante distinta de desenvolver a história. O tempo e o espaço, por exemplo, são tratados de maneira totalmente diferente das HQs  (histórias aos quadradinhos ) ocidentais. Ajuda no desenvolvimento de várias questões conceituais de forma bastante simples e atrativa











Mangás
Mangás são histórias em quadrinhos japonesas, ao contrário das histórias em quadrinhos convencionais, sua leitura é feita de trás para frente. Teve origem através do Oricom Shohatsu (Teatro das Sombras), que na época feudal percorria diversos vilarejos contando lendas por meio de fantoches. Essas lendas acabaram sendo escritas em rolos de papel e ilustradas, dando origem às histórias em sequência, e consequentemente originando o mangá. Essas histórias passaram a ser publicadas por algumas editoras na década de 20,porém sua fama só veio por volta da década de 40. A produção de mangá foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial e retomada somente em 1945, tendo o Plano Marshall como seu propulsor, pois parte das verbas desse plano era destinada a livros japoneses. A prática de ler mangá aumentou consideravelmente nesse período, pois com a guerra poucas atrações culturais restaram. Foi nessa época que surgiu o que podemos chamar de “Walt Disney Japonês”, o Ossamu Tezuka, criador dos traços mais marcantes do mangá: Olhos grandes e expressivos. Com o passar do tempo o mangá saiu do papel e foi parar na televisão, transformando-se em animes (desenhos animados), ganhando mais popularidade e aumentando o número de fãs em todo o mundo. As histórias são sempre variadas e com roupagem sempre nova, personagens expressivos e heroicos como, por exemplo, “Dragon Ball Z” (personagem principal: Goku), “Yu Gi Oh” (personagem principal: Yu Gi).

BD (Banda desenhada)
Apesar de nunca terem sido oficialmente baptizados, a banda desenhada recebeu diferentes nomes de acordo com as circunstâncias específicas dos diversos países em que se estabeleceu. A banda desenhada é conhecida por comics nos Estados Unidos, fumetti na Itália, tebeos em Espanha, historietas na Argentina, muñequitos e cómicos no México, mangas no Japão, manhwas na Coreia do Sul, manhuas na China, komiks na República das Filipinas e por outras várias designações pelo mundo fora. Por exemplo, nos EUA, convencionou-se chamar comics pois as primeiras manifestações do formato eram histórias humorísticas, cómicas; na França, eram publicadas em tiras - bandes - diariamente nos jornais e ficaram conhecidas por bandes-dessinées ; em Portugal por Histórias aos Quadradinhos (HQ) e posteriormente Banda Desenhada (uma tradução literal do francês); em Itália, ganharam o nome dos balõezinhos ou fumacinhas (fumetti) que indicam a fala das personagens ; em Espanha, chamou-se de tebeo, nome de uma revista infantil (TBO) , da mesma forma que, no Brasil, chamou-se por muito tempo e (continua a ser largamente usado) de gibi, também oriundo do nome de uma revista. Originalmente, a palavra gibi significava menino, mas mudou de sentido e passou a ser sinónimo de história em quadrinhos. Tudo, no entanto, refere-se à mesma coisa: uma forma narrativa por meio de imagens fixas, ou seja, uma história narrada em sequência de pequenos quadros. Nesse sentido, o nome utilizado no Brasil seria história em quadrinhos, semelhante à expressão que caiu em desuso em Portugal 'histórias aos quadradinhos.

HQ (História aos quadradinhos)
São como um livro, só que com mais ilustração e menos texto. A leitura deve ser feita da esquerda para a direita e de cima para baixo. Os quadrinhos são uns dos maiores influentes da leitura, muitas pessoas começaram a ler eles, para só depois se interessar em ler um livro. Segundo Fresnault-Deruelle (1976, p. 17), a composição das páginas deve funcionar através da integração das suas variáveis visuais (forma, cor, linha, etc.). Assim, o espaço em uma página de hq ganha o patamar de significação para o entendimento narrativo. Isso implica em uma forma de leitura que sai do parâmetro linear para um tipo de leitura guiada pela distribuição dos elementos visuais na superfície da página. O autor denomina essa configuração de estrutura tabular. Assim, as formas e a disposição desses elementos já servem de instruções para a compreensão da história. Se no primeiro momento os mangás sofreram a influência dos ilustradores ocidentais nos primórdios do século XX, recentemente encontramos diante de um fenômeno de “manganização” dos quadrinhos de super-heróis. Se retirarmos algumas passagens em que à influência do mangá nos parece fruto de certo modismo, motivado talvez pela possibilidade de aumento das vendagens, poderíamos nos arriscar em dizer que os quadrinhos de super-heróis incorporaram em definitivo e de maneira mais genérica a representação de imagens articuladas entre si; tão comuns aos mangás. Hoje em dia é corriqueiro encontrarmos nas HQ desenhos com um forte apelo visual diagramados com o objetivo de aproveitar todo o espaço da página e levar ao leitor a uma compreensão da imagem da narrativa que antecede o entendimento verbal.







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